Automotive market should close the year with 10% more sales compared to 2016

O mercado brasileiro de carros, novos e usados, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), deverá terminar o ano de 2017 com um crescimento expressivo, algo que não acontecia há um bom tempo — dentre os modelos novos, por exemplo, não se via evolução desde 2012. A projeção desse ramo do comércio para o último trimestre também é otimista: após um mês de setembro com uma diferença no acumulado do ano de 8,98% a mais do que o mesmo período de 2016, o mercado dos carros novos deve atingir um crescimento de 10% ao final de 2017. Em evolução há mais tempo, as vendas de automóveis usados terminarão de novo no azul — no ano passado, registrou-se uma simbólica, mas importante, diferença de 0,01% a mais no acumulado em relação ao ciclo de 2015. Já em 2017, a diferença deverá ser 10% maior. Sinais claros de que o mercado automobilístico está voltando com força.

Essa projeção para o mercado dos carros novos é a maior do ramo desde 2009, quando se registrou um aumento de 12,92% no acumulado de vendas em relação ao ano anterior. O número de automóveis novos vendidos em setembro deste ano pode até ser bem menor que o de oito anos atrás no mesmo período – em 2009, o acumulado após o fim do nono mês era de 1.951.544 unidades vendidas, enquanto, em 2017, é de 1.348.800 -, entretanto, é uma demonstração clara de que os consumidores estão voltando a comprar mais carros novos. Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, “apesar do registro de queda em dias corridos, a média diária dos emplacamentos em setembro foi 4,23% superior à média diária do mês de agosto.” Para ele, esse movimento de alta nas vendas diárias é reflexo de fatores positivos, como a queda da taxa de juros e dos índices de desemprego. Daqui a alguns anos, o acumulado deve voltar a ser semelhante ao de antigamente.

O mês de setembro para o ramo dos carros usados também trouxe boas expectativas para o final do ano. Analisando os índices e número disponíveis no site da Fenabrave, constata-se que houve, comparando com o mês de agosto, uma pequena queda de diferença em relação ao acumulado do ano passado — no oitavo mês do ano, a disparidade era de 9,21% a mais em 2017, enquanto setembro fechou com 8,75%. No último mês, as vendas do ano totalizaram 6.863.476 unidades de carros usados. Para se ter ideia, o mês outubro do ano passado terminou com um acumulado de 6.987.817 usados vendidos — quase o mesmo valor de setembro de 2017, com 31 dias a mais de comércio.

Melhor época do ano para se comprar um carro…

Os números de setembro nos permitem criar expectativas para um ótimo final de ano do mercado de automóveis. E é até estranho pensar que esse é considerado um dos piores anos do comércio: em 2017, as vendas de usados em setembro foram 13,07% menores do que em agosto — 772.132 contra 888.184 unidades. Em 2016, o decréscimo foi de 10,17%, quando o mês anterior também tinha sido um dos melhores do ano. Analisando os últimos ciclos do mercado, vê-se que é normal setembro ter uma queda de vendas. Ou seja, nada fora do normal.

Porém, a partir de outubro, a força do mercado volta. Segundo o professor de administração financeira da Escola Superior da Polícia Militar, Adriano Hoffmann, em entrevista concedida em 2014 para o portal Extra, o segundo semestre, mais precisamente a partir de setembro, é o melhor momento para comprar um carro, seja novo ou usado. Principalmente, em concessionárias e lojistas, pois, é nessa época, em que os modelo do próximo ano são lançados e há descontos nas versões passadas, mesmo se for um carro novo. Hoffmann ainda ressaltou a questão das metas que os lojistas devem atingir mensalmente e também no final do ano. Naturalmente, toda a concessionária tem uma meta a atingir ao longo dos 30 dias do mês, e, por volta dos cinco últimos, caso o valor aspirado ainda esteja distante, é possível que ofereçam descontos vantajosos para os clientes.

Dezembro sempre é o mês de mais vendas no ano. Só em 2016, foram 904.730 unidades vendidas, o que permitiu terminar o ciclo de 12 meses em crescimento — com uma porcentagem simbólica de 0,01% de evolução, mas já foi um grande feito, devido a situação em que o mercado se encontrava. Inclusive, no ano passado, o ciclo atingiu o acumulado necessário para configurar crescimento apenas no último de vendas: apenas 528 carros usados a mais em relação a 2015 foram vendidos.

… e também para vender

Para atender a demanda de final de ano dos consumidores, os lojistas precisam, constantemente, abastecer os estoques, principalmente, se tratando de carros usados. Devido a isso, quem estiver pensando em vender o seu veículo agora pode acabar encontrando ofertas melhores do que em outras épocas do ano. Até mesmo em caso de compra: dependendo de qual for o automóvel utilizado como parte do pagamento, descontos maiores ou melhores condições de pagamento podem ser adquiridas. No entanto, vender direto para as concessionárias não é a única opção disponível.

Há diversas formas de vender um carro, principalmente, por meio da internet. É muito comum encontrar na OLX ou no Mercado Livre — plataformas de vendas no geral — anúncios de automóveis usados. Existem, também, sites especializados no comércio de veículos. Nesse caso, há até o fornecimento das mais completas informações dos veículos, como quilometragem, defeitos aparentes e outros detalhes que podem ser interessantes para quem pensa em comprar um carro. Entretanto, para o consumidor, um dos maiores problemas de negociar por esses meios é a questão da segurança na hora da venda.

Tendo essa questão da confiança em mente, surgiu a Instacarro. Oferecendo uma estrutura que vai desde a captação de lojistas até as oficinas especializadas em avaliar o valor do carro, a empresa afirma negociar o veículo em até 1h30. A ideia é prezar pelo mínimo esforço dos interessados em vender carros. Após estimar o preço, o veículo é oferecido a diversas concessionárias e lojistas de diversas regiões do Brasil. A plataforma é novidade no país, e as operações foram iniciadas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Fonte: Exame